Descarte de eletrônicos: qual é a forma correta de fazer?

Você sabia que o mau descarte de eletrônicos pode provocar danos à natureza e à sociedade? Isso porque esses equipamentos contém materiais tóxicos que podem ser prejudiciais tanto à saúde das pessoas quanto ao meio ambiente, comprometendo até a qualidade da água em regiões próximas. Por isso, esse tipo de lixo, também chamado de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE), deve ter um tratamento especial.

Se você não sabia disso ou tem dúvidas sobre o correto descarte de eletrônicos, continue a leitura. Vamos explicar os detalhes adiante.

O que é descarte de eletrônicos

As tecnologias do mundo moderno estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia. E quanto mais consumimos, mais as empresas lançam tendências para substituição dos modelos que temos, tornando tudo obsoleto. Com isso, acumulamos um volume cada vez maior de lixo eletrônico.

Celulares velhos, pilhas, baterias, lentes e câmeras fotográficas, fones de ouvido e carregadores que pararam de funcionar ou não têm mais utilidade são alguns exemplos. Alguns desses itens são facilmente encontrados em alguma gaveta da nossa casa, mas não podem ser jogados no lixo comum.

Esses eletrônicos são compostos por metais pesados e nocivos, como mercúrio, lítio, zinco, chumbo, cádmio, níquel e berílio, que não são biodegradáveis e podem ser tóxicos aos seres humanos, animais e até ao solo. Por outro lado, os aparelhos podem receber o descarte correto, passar por reciclagem e voltar a serem usados como matéria-prima. Dessa forma, o processo de descarte, seleção e reciclagem diminui a extração de recursos da natureza, gera novos empregos e torna a produção mais sustentável.

Qual é a importância do descarte correto de eletrônicos

A Universidade das Nações Unidas, em parceria com diversos órgãos internacionais, produziu a pesquisa The Global E-Waste Monitor 2020, revelando que o Brasil é o quinto país que mais gerou lixo eletrônico no ano de 2019. Isso significa que o país, sozinho, produziu mais de 2,1 milhões de toneladas de lixo eletrônico.

O número é alarmante porque o Brasil tem dimensões continentais e já tem políticas públicas para o tratamento desses resíduos. Em 2010 foi instituída a Lei nº 12.305, que estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Em resumo, o documento atribui ao fabricante a obrigação de dar a destinação correta ao lixo eletrônico por meio da logística reversa, método normatizado por meio do Decreto Nº 10. 240, de 12 de fevereiro de 2020. O documento estabelece um percentual de equipamentos que devem ser coletados e de municípios que executam o método para alcançar a meta de 400 pontos até 2025.

Ou seja, o cidadão tem uma lista de entidades a recorrer para realizar o descarte correto de eletrônicos: o próprio fabricante, os ecopontos da prefeitura de sua cidade e instituições e Órgãos Não Governamentais (ONGs). É possível, por exemplo, verificar o Ponto de Entrega Voluntária mais próximo de você.

Essa política pública é importante para minimizar e reduzir os danos ao meio ambiente ocasionados ao descarte incorreto desses materiais, além de estimular a economia por meio da reciclagem e da reutilização de recursos.

Como é feito o descarte de eletrônicos

O Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) recomenda que o consumidor procure se informar a respeito das políticas de descarte do próprio fabricante do produto. Cada item tem a sua própria especificação, mas, no geral, é recomendado não desmontar os eletrônicos, o ideal é que eles sejam descartados inteiros. Se o item tem bateria de lítio, por exemplo, deve continuar dentro do produto.

Depois de entregar o material para a logística reversa ou no Ponto de Entrega Voluntária, a equipe responsável vai realizar a triagem e a destinação correta.

As empresas de reciclagem separam os materiais em quatro grupos:

  • Linha branca: refrigeradores, congeladores e fogões;
  • Linha verde: desktops, tablets e celulares;
  • Linha azul: batedeiras, liquidificadores e cafeterias;
  • Linha marrom: aparelhos de DVDs, monitores e televisores.

Depois de catalogar os itens, as empresas fazem a extração das peças para que as mesmas sejam recicladas e voltem para as indústrias como matéria-prima. Antes disso é realizado um processo químico que tem o objetivo de lavar e tratar termicamente cada produto por meio de técnicas específicas, como a separação por meio de uma reação química; o uso de forno calcinador para a queima do produto; a moagem e a secagem.

Com o tratamento correto, o lixo eletrônico passa por lavadores de gases, reduzindo o envio de poluentes à atmosfera. É mais uma etapa que contribui para que não haja sobras de nenhum tipo de resíduos.

Ou seja, para colaborar com esse fluxo sustentável, basta comparecer a um dos Pontos de Entrega Voluntária, que normalmente estão localizados no comércio, shopping center e grandes varejistas, e realizar a entrega.

Por que a Fujifilm e as câmeras X Series são referência em descarte eletrônico

Um bom exemplo de consumo consciente é verificar se a marca que você deseja adquirir algum item tem alguma certificação sustentável. As câmeras X Series, da Fujifilm, por exemplo, têm essa certificação (GFX 50R e LTO). Trata-se do Programa de Certificação “Green Value Products” (Produtos de Valor Verde), do Grupo Fujifilm.

Esse processo de certificação faz parte do ecossistema do grupo Fujifilm para atuação com protagonismo nas temas de ESG, bem como colaborar para que a sociedade atinga os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) divulgados pela ONU. Adicionei apenas um parágrafo citando nominalmente o ESG e a posição da Fujifilm no atingimento das ODS.

O programa aplica a norma internacional ISO 14021, a qual especifica os requisitos para auto-declarações ambientais, e conta com a colaboração de especialistas. Ele estabelece critérios para a certificação de produtos de acordo com as características e ciclo de vida de cada item. Com base no valor ambiental, são realizadas avaliações a partir de critérios estabelecidos, que resultam no desenvolvimento do produto.

Com isso, os candidatos alcançam suas pontuações e posteriormente são revisados e aprovados pelo Conselho de Certificação do Grupo, para finalmente receberem a homologação do certificado de “Produto de Valor Verde”. Entre os exemplos de produtos com essa classificação estão:

  • Sistema de fotos instantâneas;
  • Placas de impressão offset;
  • Impressão digital;
  • Dispositivos multifuncionais coloridos;
  • Impressoras coloridas;
  • Dispositivos multifuncionais em preto e branco;
  • Impressoras em preto e branco;
  • Impressoras de produção;
  • Serviços de solução.

Produto de Valor Verde

Ou seja, quando você opta por um item que tem o certificado de “Produto de Valor Verde”, está colaborando para um mundo mais sustentável. Dessa forma, além de se sentir mais responsável a cada clique.

Como você viu, fazer o descarte de eletrônicos da forma correta significa zelar pelo meio ambiente e pela saúde das pessoas. Ciente dos riscos, nos sentimos mais motivados a fazer a separação e o descarte de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos (REEE). Além disso, é importante refletir sobre o consumo consciente desses itens, de modo a preservar o meio em que vivemos, priorizando produtos com selo sustentável.

Gostou do artigo? Então, que tal aprender a conservar a vida útil da sua câmera profissional?

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